O Carioca

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Quanto mais a indústria do turismo se desenvolve, mais os perfis de viajantes e de seus destinos são analisados sob todos os pontos de vista, seja ele voltado ao lazer ou aos negócios. Em todas essas análises, uma unanimidade vem se sobressaindo ano após anos: o calor do Rio de Janeiro não vem apenas do sol, mas também da receptividade que seus habitantes dedicam aos recém-chegados.

Todo esse calor humano, que se percebe na cidade, está em todas as atitudes do carioca, em seu dia-a-dia. É um comportamento expansivo e voluntarioso. Se um estrangeiro pede ajuda na rua, a resposta virá mesmo se o carioca não falar a língua do turista. O hábito do gestual, uma das características nativas, vai indicar os caminhos.

Mesmo diante de situações formais, como a dos negócios, os cariocas, tal como os brasileiros, em geral, deixam escapar a característica da simpatia. O ato convencional e frio de um aperto de mãos, antes ou após uma reunião, será sempre adornada por um sorriso. E, mesmo após momentos de densidade e concentração, um encontro entre homens e mulheres de negócios no Brasil pode terminar em um abraço fraternal.

Mas é ao ar livre que o carioca manifesta o melhor de seu invejável estado de espírito. Nas ruas ou nas praias, qualquer calçada é local para uma conversa amigável, qualquer esquina é motivo para um brinde. A praia é um templo para esse tipo de comportamento. Vizinhos convivem lado a lado em um inato espírito de confiança e de uma camaradagem que surge sem igual em qualquer outra ocasião. Exemplo disso é quando alguém vai dar um mergulho ou se refrescar na água. Um olhar ao vizinho e um pedido rápido e seus pertences estarão sob boa guarda.

À noite, a convivência também é vasta. Nas varandas dos bares ou nas mesas ao ar livre dos quiosques, fala-se alto. Alegremente alto, em um discurso que, não raramente, desperta uma grande gargalhada coletiva. O carnaval é um dos momentos em que essa alegria inata transforma-se em euforia. Nos blocos de rua ou nas escolas de samba, é característico o sentimento de fraternidade, que une toda a cidade em torno de um simples sorriso.O mesmo sorriso que transforma a fisionomia de qualquer um, no mundo, que cite a expressão Rio de Janeiro.